Hambúrgueres há muitos, seu palerma!

O post desta semana vai ser um pouco mais virado para as Relações Públicas do que propriamente para a cozinha. Afinal, nem só de comida se faz uma estudante… Mas não se preocupem que no fim serão recompensados.

Todos temos ideia do que é uma estratégia. Um caminho para atingir um fim. Mas será que sabemos mesmo o que isso significa ?

Ao definirmos uma estratégia é importante ter em conta algumas questões. A primeira prende-se com o valor que a minha estratégia trará para a organização. Será que contribuirá para o seu sucesso? Acrescenta algo à organização e à comunidade com que me relaciono? A segunda questão é se esta estratégia será a mais adequada ao momento e à organização em especifico. Uma estratégia pode parecer muito boa mas, por vezes, não ser a mais indicada quando aplicada a um contexto muito particular. Para obtermos um conhecimento pleno da situação em que nos encontramos podemos recorrer a ferramentas de gestão que ajudam na criação da estratégia como a análise SWOT, PEST e as cinco forças de PORTER.

Na construção de uma estratégia em Relações Públicas devemos sempre ter bem definidas quais os objectivos que pretendemos atingir com a sua execução. Estes objectivos devem ser definidos de acordo com um critério SMART (Specific, Measurable, Achievable, Realistic, e Time-bound). É crucial termos estes objectivos bem definidos para podermos delinear o caminho mais rápido para os alcançar. 

Uma estratégia deve sempre ter em consideração vários elementos essenciais para o seu desenho. Os públicos com que a organização interage, que influencia e que a influenciam, a sua actividade, o valor que tem (o seu contributo para a sociedade), os custos implícitos à aplicação da estratégia e qual será o seu retorno, de que recursos irá necessitar, que canais serão utilizados para a sua divulgação, entre outros.

Nós não vemos a estratégia de uma organização, é invisível. Esta é definida mas é posta em prática através de tácticas. Estas são a parte tangível da estratégia, aquela com que os públicos entram realmente em contacto.

A estratégia é aquilo que permite distinguir uma organização de outra. Acrescenta valor à organização impulsionando o seu sucesso e a sua diferenciação face aos concorrentes. Assim sendo, será que copiar a estratégia de um oponente permite vencer o duelo ?

Vejamos um exemplo:

Em 2011, um brasileiro chamado Márcio Honorato abriu no Príncipe Real uma hamburgueria artesanal, uma das primeiras do género na capital. Sem dar conta, iniciou uma moda que se instalou um pouco por toda a parte.

“De repente, foi como se se tivesse descoberto a pólvora sob a forma de carne picada e pão de brioche. Começaram a chover hamburguerias em Lisboa, umas melhores outras piores. E por muito que o fenómeno possa soar a praga do Egito, passados quatro anos a precipitação continua, se bem que num volume menor.” – Observador

Ao Honorato seguiu-se a Hamburgaria do Bairro. O conceito era praticamente igual. Hambúrgueres artesanais com batatas fritas caseiras. E não só no conceito se assemelham os dois espaços. As próprias mensagens dizem, ambas, tratar-se do melhor hambúrguer de Lisboa.

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Fonte: Honorato

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“…estamos sempre prontos para dar a provar ‘o melhor Hambúrger de Lisboa'”.

Fonte: Hamburgueria do Bairro

As duas hamburguerias têm até algumas coisas que as distinguem. Enquanto que a Hamburgueria do Bairro limita o seu menú aos hamburgueres, às bebidas e a algumas entradas, servidas num dos seus simples espaços ou para levar para casa, o Honorato expande um pouco a sua actividade. Serve Gins, cerveja artesanal e cocktails e até conta com DJs a animar alguns momentos.

No entanto, a oferta de hambúrgueres é bastante idêntica, até no preço. E eu, já por diversas vezes, dei por mim a dizer que queria ir à Hamburgueria do Bairro quando me queria referir ao Honorato.  É fácil confundir as duas (pelo menos para mim).

A minha pergunta é: será que as estratégias destes restaurantes permite que se distingam? O Honorato foi o primeiro, podemos então considerar que a Hamburgueria do Bairro é apenas uma cópia? Se assim for, alguma irá ser considerada realmente a melhor?

Com a febre das hamburguerias ainda sem fim à vista, qualquer concorrente terá de ter uma estratégia bastante forte para se conseguir distinguir das restantes. Não poderá limitar-se a imitar aquilo que já existe correndo o risco de ser apenas mais uma.

Para terminar, e como prometi que iriam ser recompensados deixo-vos uma lista daqueles que foram considerados os Melhores Locais para Comer Hambúrgueres em Lisboa pela revista Visão para que possam experimentar e tirar as vossas próprias conclusões.

Fica uma sugestão para este fim-de-semana porque mesmo com chuva sabe sempre bem comer um hambúrguer!

 

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