Amor à primeira vis(i)ta

Se há sítios que nos conquistam de imediato, o Maria Azeitona, para mim, é um deles.

A Amadora é, provavelmente, dos últimos locais na zona de Lisboa onde nos lembraríamos de procurar um restaurante quando queremos comer fora. Sei disso em primeira mão mesmo por morar lá. Durante muito tempo sempre que queria encontrar um bom restaurante a tendência era para procurar em Lisboa, em Sintra, na linha de Cascais, mas nunca perto de casa. Ora, isso mudou há dois anos para cá.

O Maria Azeitona abriu, em 2013, no centro da Amadora (bem perto da estação de comboios e dos Recreios) e veio facilitar a tarefa de escolher um sitio para jantar (ou almoçar).

A localização é, sem dúvida, um fator que deixa muitos de pé atrás. Quando digo a alguém que conheço um restaurante ótimo e que este fica na Amadora a reação é muitas vezes: “Na Amadora, a sério?”. Mas não é, de todo, isto que define o MA. Ao passar na Rua Alfredo Keil, uma das principais ruas da cidade e onde fica o restaurante, quase nem damos por ele de tão discreto que é. A fachada toda pintada de cinzento, no rés-do-chão de um prédio, só se distingue pelo pequeno quadrado verde com o nome e pela montra bastante criativa.

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Foto: OpinaRestaurantes

Mas assim que entramos, tudo muda. O espaço é pequeno, mas muito acolhedor e a decoração dá-lhe um encanto especial e fazendo-nos esquecer completamente do sitio onde estamos. Com as suas cadeiras coloridas, a enorme garrafeira, e os detalhes da vida portuguesa fazem do Maria Azeitona um sitio cheio de “pinta” e onde apetece estar a aproveitar de um longo almoço de família ou de amigos. A musica também ajuda, sempre bem portuguesa, e o 24 Kitchen em todas as televisões abre ainda mais o apetite.

Foto: Maria Azeitona

No Maria Azeitona somos sempre recebidos com um sorriso e tratados como se fizemos parte da família. Os empregados são sempre muito simpáticos e atenciosos e fazem-nos sempre sentir bem-vindos. Apesar de o restaurante estar quase sempre cheio, o serviço é eficaz e rápido não decorando independentemente do quão atarefados estejam. Existe sempre aquela atenção especial de explicar os pratos, de fazer uma sugestão. Estão muito atentos ao detalhe, e ao bem servir. Uma das coisas que mais me fascinou na minha primeira visita ao MA foi o facto de terem disponível um prato especialmente para crianças em que o bife vem já cortado em pedacinhos (e que é sempre o pedido do meu irmão Tiago, o seu maior fã).

A ementa é simples, mas deliciosa. É composta por duas partes, os petiscos (ou entradas) e os pratos principais (os fixos e os dois do dia) todos tradicionalmente portugueses. Se me perguntarem os meus preferidos acho que não me consigo decidir. Já fui tantas vezes ao Maria Azeitona que é possível que já tenha experimentado todos os pratos do menu. E ainda não encontrei um que não me tivesse agradado. À mesa nunca faltam as azeitonas, maravilhosamente temperadas, a fazer jus ao nome do restaurante. E a sangria de espumante e frutos vermelhos, ai ai…

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Mas, uma das melhores partes, não aparece na ementa. As sobremesas… No fim da refeição, um dos empregados vem perguntar se queremos sobremesa e diz-nos quais as opções. Eu já as sei praticamente de cor, no entanto, isto pode ser visto como um ponto fraco pois não conseguimos saber o preço de cada uma antes de a pedirmos o que pode por vezes ser demovedor. O mesmo se passa com as bebidas.

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E wi-fi? Esse “amigo” tão importante para partilharmos fotografias das iguarias que nos vierem para a mesa.

ZOMATO - Inês Tomé

Foto: Inês Tomé – Zomato

Existe o da vizinha, e funciona. Podemos fazer inveja aos nossos seguidores do Instagram.

Outra das (poucas) criticas feitas ao restaurante, e para mim o ponto mais negativo, é o facto de não haver multibanco. Existe uma caixa perto, mas mesmo assim nunca se sabe de antemão quanto vamos gastar e seria bem mais fácil poder pagar com cartão.

O estacionamento na zona também não é abundante. A alguns metros temos um parque de estacionamento, mas que é pago durante a semana e que também não é muito grande. Podemos ter sorte e encontrar um lugar numa das ruas circundantes, mas não é garantido.

O Maria Azeitona tem feito sucesso e as avaliações que encontramos na internet são bastante positivas e deixam qualquer um com vontade de lá ir. Na Zomato está avaliado em 4.3, e quase todos os utilizadores elogiam o espaço, a comida, o serviço e a relação qualidade preço. A afluência ao restaurante é tal que é essencial reservar mesa, especialmente se não quisermos esperar. Mesmo durante a semana! E o Maria Azeitona está aberto o ano inteiro, mesmo nos feriados o que o torna numa excelente opção para aqueles dias em que está tudo fechado.

Ah! E no caso de quererem ir almoçar em qualquer dia da semana, podem sempre espreitar o Facebook do Maria Azeitona e ver quais são os pratos do dia. Mas cuidado, seguir esta página pode ser perigoso. Todos os dias, quando por volta da hora do almoço são publicados os pratos, fico com vontade de lá ir!13082633_569114233266598_4081550494383665657_n

Fica uma sugestão para o Dia da Mãe, se a vossa for como a minha, vai adorar!

“Before you speak, listen…”

Quem não gostava mesmo de receber um convite para ir experimentar aquela restaurante novo ou para provar o novo menu de um qualquer chef famoso? Porque é que são sempre os mesmos a ser convidados para este tipo de acontecimentos?

Todos já nos devemos ter perguntado isto alguma vez. Somos muitas vezes dominados por aquela “inveja” quando vemos alguém que está constantemente a ir experimentar restaurantes.

Ora estas decisões sobre quem é convidado ou não são tomadas de qualquer maneira. Existem motivos para que sejam convidadas certas pessoas e não outras.

Uma das tarefas que deve ser levada a cabo pelas organizações atualmente é o chamado social listening – o processo de identificação e avaliação do que está a ser dito sobre uma empresa, indivíduo, produto ou marca na Internet. Esta é uma tarefa contínua e que dá algum trabalho a qualquer profissional de RP. Como tal, existem já diversas ferramentas que podem servir de auxílio.

Uma destas ferramentas é o Lissted.

O Lissted caracteriza a sua atividade como superhuman social listening. Esta ferramenta analisa aquilo que interessa às pessoas ou organizações mais influentes no Twitter e permite-nos perceber quem são as vozes mais influentes nas mais diversas áreas, e quais os conteúdos e discussões que lhes interessam.

Com o Lissted é possível encontrar os indivíduos e organizações que realmente atingem os públicos de determinada comunidade online. Estes encontram-se caracterizados em três tipos: os Influencers (pessoas e marcas consideradas lideres), os Insiders (podendo não ser tão conhecidos como os anteriores agitam a comunidade) e os VIP’s (celebridades, media, políticos, jornalistas com quem a comunidade tem mais afinidade).

Para tal, são utilizados algoritmos que analisam os verdadeiros influenciadores para perceber quem importa mais nenhuma comunidade no Twitter cruzando depois as suas respostas com as reações gerais nas redes sociais como o Facebook e o Linked In.

Com o Lissted é possível descobrir quais os conteúdos que estes influenciadores leem e as pessoas a quem reagem, pois se lhes interessam a elas podem interessar-nos a nós.

Outra das suas funcionalidades que contribui bastantes para facilitar o trabalho de um Relações Públicas é o facto de permitir uma monotorização constante da atividade dos influenciadores que nos interessam e receber alertas das suas atualizações.

Através desta ferramenta é possível fazer algo que pode ser bastante útil para a atividade de Relações Públicas que é a criação de listas de influenciadores que possam ser uteis à nossa organização.

Por exemplo, ao pesquisar o sector de Food and Restaurants, são-me automaticamente revelados quais os principais influenciadores desta comunidade:

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Ou quais os principais tópicos dos últimos 7 dias:

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Mas concentremo-nos, neste caso, na descoberta de influenciadores. Ao saber quem são os indivíduos (ou organizações) que têm mais influência dentro da comunidade na área em que atuo é uma enorme mais-valia para o sucesso das minhas ações. Se eu souber exatamente com quem devo comunicar para que a minha mensagem chegue mais facilmente aos meus públicos eu estou a garantir a sua melhor difusão.

Estes influenciadores são, muitas vezes, opinion makers como bloggers e figuras públicas. São pessoas cuja opinião é valorizada por muitos e que, frequentemente, ditam tendências e criam desejos.

 Uma organização precisa destes influenciadores, por isso, é crucial que saiba onde os encontrar para conseguir estabelecer boas relações que possam, eventualmente, ser um meio de divulgação.

Com o Lissted (e várias outras ferramentas que já existem para efeitos semelhantes) torna-se cada vez mais fácil criar redes de contactos que sejam benéficos para qualquer organização e que potenciem a sua divulgação.

Infelizmente a base de dados da Lissted ainda só conta com informação relativa aos Estados Unidos e ao Reino Unido mas uma possível expansão para Portugal viria a ser bastante benéfica para as relações públicas no nosso país.

Vejamos um exemplo da sua (possível, pois ainda não está disponível em Portugal) utilidade. Na semana passada, a McDonald’s juntou na Academia Time Out, no Mercado da Ribeira, em Lisboa, jornalistas e bloggers para apresentar a nova aposta da marca, os hambúrgueres Maestro com a assinatura do chef Miguel Gameiro. Estes foram convidados a experimentar a nova oferta sem saberem que estava relacionada com a cadeia de fast food. Posteriormente, os presentes falaram da experiência que tiveram nos seus blogs e social media. A seleção dos convidados não foi, portanto, feita aleatoriamente. É importante saber quem seriam os influenciadores cuja opinião poderia despertar a atenção do público e levá-los a experimentar estes novos hambúrgueres que, pelas opiniões, prometem fazer sucesso. Até eu, que não frequento a McDonald’s tenho de admitir que fiquei curiosa. Terei sido influenciada?

Podem ficar a saber mais sobre o evento na Briefing, na New In Town, no Last Minute Dreams, no Stylista, no Style It Up, e no Xanalicious.

 

Hambúrgueres há muitos, seu palerma!

O post desta semana vai ser um pouco mais virado para as Relações Públicas do que propriamente para a cozinha. Afinal, nem só de comida se faz uma estudante… Mas não se preocupem que no fim serão recompensados.

Todos temos ideia do que é uma estratégia. Um caminho para atingir um fim. Mas será que sabemos mesmo o que isso significa ?

Ao definirmos uma estratégia é importante ter em conta algumas questões. A primeira prende-se com o valor que a minha estratégia trará para a organização. Será que contribuirá para o seu sucesso? Acrescenta algo à organização e à comunidade com que me relaciono? A segunda questão é se esta estratégia será a mais adequada ao momento e à organização em especifico. Uma estratégia pode parecer muito boa mas, por vezes, não ser a mais indicada quando aplicada a um contexto muito particular. Para obtermos um conhecimento pleno da situação em que nos encontramos podemos recorrer a ferramentas de gestão que ajudam na criação da estratégia como a análise SWOT, PEST e as cinco forças de PORTER.

Na construção de uma estratégia em Relações Públicas devemos sempre ter bem definidas quais os objectivos que pretendemos atingir com a sua execução. Estes objectivos devem ser definidos de acordo com um critério SMART (Specific, Measurable, Achievable, Realistic, e Time-bound). É crucial termos estes objectivos bem definidos para podermos delinear o caminho mais rápido para os alcançar. 

Uma estratégia deve sempre ter em consideração vários elementos essenciais para o seu desenho. Os públicos com que a organização interage, que influencia e que a influenciam, a sua actividade, o valor que tem (o seu contributo para a sociedade), os custos implícitos à aplicação da estratégia e qual será o seu retorno, de que recursos irá necessitar, que canais serão utilizados para a sua divulgação, entre outros.

Nós não vemos a estratégia de uma organização, é invisível. Esta é definida mas é posta em prática através de tácticas. Estas são a parte tangível da estratégia, aquela com que os públicos entram realmente em contacto.

A estratégia é aquilo que permite distinguir uma organização de outra. Acrescenta valor à organização impulsionando o seu sucesso e a sua diferenciação face aos concorrentes. Assim sendo, será que copiar a estratégia de um oponente permite vencer o duelo ?

Vejamos um exemplo:

Em 2011, um brasileiro chamado Márcio Honorato abriu no Príncipe Real uma hamburgueria artesanal, uma das primeiras do género na capital. Sem dar conta, iniciou uma moda que se instalou um pouco por toda a parte.

“De repente, foi como se se tivesse descoberto a pólvora sob a forma de carne picada e pão de brioche. Começaram a chover hamburguerias em Lisboa, umas melhores outras piores. E por muito que o fenómeno possa soar a praga do Egito, passados quatro anos a precipitação continua, se bem que num volume menor.” – Observador

Ao Honorato seguiu-se a Hamburgaria do Bairro. O conceito era praticamente igual. Hambúrgueres artesanais com batatas fritas caseiras. E não só no conceito se assemelham os dois espaços. As próprias mensagens dizem, ambas, tratar-se do melhor hambúrguer de Lisboa.

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Fonte: Honorato

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“…estamos sempre prontos para dar a provar ‘o melhor Hambúrger de Lisboa'”.

Fonte: Hamburgueria do Bairro

As duas hamburguerias têm até algumas coisas que as distinguem. Enquanto que a Hamburgueria do Bairro limita o seu menú aos hamburgueres, às bebidas e a algumas entradas, servidas num dos seus simples espaços ou para levar para casa, o Honorato expande um pouco a sua actividade. Serve Gins, cerveja artesanal e cocktails e até conta com DJs a animar alguns momentos.

No entanto, a oferta de hambúrgueres é bastante idêntica, até no preço. E eu, já por diversas vezes, dei por mim a dizer que queria ir à Hamburgueria do Bairro quando me queria referir ao Honorato.  É fácil confundir as duas (pelo menos para mim).

A minha pergunta é: será que as estratégias destes restaurantes permite que se distingam? O Honorato foi o primeiro, podemos então considerar que a Hamburgueria do Bairro é apenas uma cópia? Se assim for, alguma irá ser considerada realmente a melhor?

Com a febre das hamburguerias ainda sem fim à vista, qualquer concorrente terá de ter uma estratégia bastante forte para se conseguir distinguir das restantes. Não poderá limitar-se a imitar aquilo que já existe correndo o risco de ser apenas mais uma.

Para terminar, e como prometi que iriam ser recompensados deixo-vos uma lista daqueles que foram considerados os Melhores Locais para Comer Hambúrgueres em Lisboa pela revista Visão para que possam experimentar e tirar as vossas próprias conclusões.

Fica uma sugestão para este fim-de-semana porque mesmo com chuva sabe sempre bem comer um hambúrguer!

 

Há jantar cá em casa, e agora ?

 

Uma das coisa de que mais gosto é de receber amigos em casa. Seja para um brunch, para almoçar, lanchar, jantar, petiscar… No Inverno, quando está frio e a chover e a última coisa que apetece é sair sabe sempre bem juntarmo-nos todos para um daqueles jantares de amigos que duram madrugada fora com conversas,  jogos da tabuleiro, karaoke e que pode acabar com alguns a dormir no sofá. No Verão, nos anos em que há campeonatos do Mundo ou da Europa é tradição reunirmo-nos em frente à televisão a ver os jogos e a petiscar. E eu adoro tudo (menos a parte de ter de arrumar tudo depois…)!

102def1ed0ab4cec0514c88e24db0eb3Fonte: Pinterest

No entanto, é inevitável que de cada vez que se decide que a reunião é em minha casa surjam uns momentos de pânico: O que é que vou cozinhar? Quantos somos? Quais as quantidades? E se alguém não gosta disto? Ou se alguém é alérgico àquilo?

É preciso investigar, e é exatamente por aqui que se começa todo um caminho que só acaba à mesa.

Organizar um jantar em casa pode ser equiparado a um plano de comunicação. O primeiro passo, e aquele sobre o qual vos vou falar hoje, é a investigação. Segue-se a planificação – definimos horas, fechamos o menu, fazemos a lista do supermercado, pensamos em como vamos decorar a mesa, quando vamos começar a preparar e por que ordem… – em terceiro lugar temos a ação, pôr literalmente as mãos na massa, cozinhar, ter tudo pronto e comer. É nesta etapa que nos juntamos todos à mesa e aproveitamos aquele que é um dos maiores prazeres da vida. Por último, temos a avaliação. Há alguma coisa melhor do que ouvir os nossos amigos dizer que aquilo que fizemos está bom?

A fase da investigação pode ser, por vezes, aquela que mais trabalho nos dará. É preciso garantir que estamos preparados para qualquer eventualidade e que não iremos deixar os convidados com fome.  Antes de decidirmos o que vamos servir é preciso garantir que sabemos aquilo de que os nossos convidados gostam ou não ou se têm alguma reação alérgica a algum alimento. Ou seja, temos de analisar o nosso público. É preciso também saber se alguém é vegetariano ou se, por exemplo, não consomem algo por motivos religiosos para não corrermos o risco de ferirmos suscetibilidades.

Uma das partes desta investigação que a mim me dá mais gozo é a de procurar novas receitas para experimentar. Percorro os (imensos) livros de receitas que tenho na estante e os meus sites favoritos em busca dos pratos que farão as delícias de todos. Podemos considerar que cada jantar se insere num setor diferente – isto é, o tipo de cozinha – e devemos estudá-lo bem para antes de tomarmos decisões quanto ao menu.  Depois, vejo o que já tenho em casa e aquilo que preciso de comprar antes de me aventurar no supermercado.

Conhecermos bem as pessoas que vamos receber facilita muito a tarefa (sei sempre que posso servir queijo aos meus amigos que ninguém se vai queixar) mas isso nem sempre acontece, e aí temos de procurar saber quais os seus gostos e preferências para que na hora de nos sentarmos à mesa todos fiquem satisfeitos.

Fazermos uma boa investigação é 33,3% do caminho para que o nosso jantar (ou qualquer outra refeição que sirva como motivo para juntar os amigos) seja um sucesso…

Para terminar deixo-vos algumas das receitas que têm feito parte dos convívios cá de casa e que se mostraram um sucesso:

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Sanduiches de Frango com Maionese de Lima
Salmão Fumado com Queijo e Ervas
Peixinhos da Horta
Ovos Recheados
Cogumelos com Queijo de Cabra