A arte do improviso

im·pro·vi·so

adjectivo

1. Improvisado, repentino, súbito.

substantivo masculino

2. Poesia, discurso ou peça musical que se inventa de repente.

Quando pensamos em improviso pensamos automaticamente em algo feito no momento, que advém da nossa imaginação face a algum acontecimento ao qual estamos a reagir. No entanto, o improviso, por vezes, requer preparação prévia. Então, será que o improviso dá muito trabalho?

Uma marca ou organização comunica com os seus públicos recorrendo muitas vezes ao improviso. Seja reagindo a grandes eventos ou acontecimentos ou seguindo tendências.

Um dos melhores exemplos desta comunicação em tempo real é a final da Super Bowl nos EUA. Em 2015, durante o jogo entre os New England Patriots e os Seattle Seahawks e no famoso halftime show foram enviados 28.4 milhões de tweets.  Para este hype contribuíram em grande parte as marcas que incorporaram nos seus anúncios do intervalo hashtags para serem utilizadas no Twitter. 

Este tipo de eventos pode oferecer excelentes oportunidades para as marcas comunicarem através dos social media atraindo a atenção do público. Foi o que fez a Cheerios, no ano passado, com este tweet:

cherios

Também a Oreo, marca que é conhecida pela sua excelente presença nos social media estava atenta à edição de 2013 reagindo de imediato ao apagão que se deu durante o jogo com este tweet que acabou por ter mais de 15000 retweets

oreo

A rapidez no aproveitamento deste acontecimento deveu-se à equipa da agência de comunicação da marca, a 360i.

Mas a comunicação das organizações durante eventos ou acontecimentos não se limita à reação a ocasiões inéditos. A grande maioria dos eventos, e continuando com o exemplo dos eventos desportivos, têm momentos previsíveis. É normal que uma equipa marque, que outra sofra, que uma ganhe e a outra perca. E para tal as organizações podem se preparar de antemão. É possível ter conteúdos preparados para publicar de imediato quando algo suceder. As marcas que melhor atuam em tempo real são aquelas que melhor se preparam para tal.

– Muito bem, isto é tudo muito bonito e verdadeiro mas na cozinha o improviso não requer essa preparação. É deixar-se ir e pronto!

Será?

Ora vejamos, o exemplo do concurso culinário MasterChef. Um dos desafios que constituem o programa é a chamada Mystery Box onde os concorrentes são postos à prova através de uma caixa construída por ingredientes surpresa que tem de ser utilizados na confeção de um prato. Quando se deparam com aquilo que lhes é dado, os concorrentes têm um curto espaço de tempo para decidir o que confecionar e começar a fazê-lo.

mc

Isto não requer preparação? Para poderem preparar um prato digno de se manterem a salvo de uma possível prova de eliminação os participantes têm de dispor de certos conhecimentos, técnicas, ideias de receitas, pesquisa que já fizeram e que lhe pode ser útil naquele momento em que têm de tomar um decisão quase instantaneamente. Será que sem essa preparação prévia o improviso seria bem-sucedido? Talvez não.

Improvisar não é só fazer aquilo que nos vêm à cabeça no momento. Por vezes é essencial que estejamos já preparados para o fazer.

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